Acordei às 9h depois de dormir mais de onze horas. Uma sensação incrível. Nem lembro a última vez que me senti tão descansado. O corpo claramente precisava disso.
Depois do café, peguei as bicicletas e fui com os meninos até a escola de surf, onde eles tinham aula e iam encontrar alguns amigos da escola. Ver eles subindo nas pranchas e entrando no mar foi muito legal. Dava para ver a empolgação, a curiosidade, a energia.
Ao mesmo tempo, trouxe um outro sentimento para mim.
Fiquei pensando quando vou poder voltar a subir na minha própria prancha. Ver outras pessoas correndo para o mar com as pranchas deixou isso ainda mais forte. Uma mistura de motivação com uma certa tristeza. Aquela percepção de quanto sinto falta de partes da minha vida de antes.
Mesmo assim, ver o quanto eles estavam gostando fez tudo valer a pena. Inclusive já marquei outra aula para amanhã.
Voltamos para casa, mais um churrasco, mais carne, seguindo esse ritmo leve de casa de praia dos últimos dias. Mais tarde, em vez de voltar para a praia, decidi levar toda a família para a quadra de tênis.
Joguei um pouco com meu filho do meio, depois assisti o mais velho ganhar da minha esposa em uma partida. A Naomi também bateu algumas bolas, embora parecesse mais interessada em pegar as bolinhas do que jogar. Ver todo mundo junto na quadra trouxe um tipo diferente de alegria.
Voltamos para casa para uma noite de filme e um final de dia tranquilo.
Hoje foi um lembrete de que, mesmo ainda esperando para voltar totalmente, a vida continua acontecendo ao meu redor. E talvez parte da recuperação seja justamente aprender a aproveitar esse momento também.
Principais Aprendizados
- Ver os outros fazendo o que sinto falta gera tanto motivação quanto um pouco de tristeza
- A recuperação também exige paciência emocional, não só física
- Compartilhar esporte com os filhos cria conexão além da performance
- Descanso continua impactando positivamente energia e recuperação
- Estar presente importa, mesmo sem participar plenamente