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Semana 29

Dia 200: Duzentos Dias Depois

"Duzentos dias após a cirurgia, a jornada parece completamente diferente de onde começou. O dia em si foi simples, treino, família, comida e boas conversas, mas carregou a satisfação silenciosa da consistência. Olhando para trás, a recuperação deixou de ser uma questão de sobreviver a cada dia e passou a ser sobre voltar a viver a vida enquanto continuo ficando mais forte."

Nível de Dor 1/10
Inchaço 1/10
Dia 200 da recuperação do joelho

Hoje é feriado, então não houve escola nem a correria habitual da manhã para a família.

Para mim, porém, foi um dia normal.

Meu relógio biológico me acordou às 6h30 mais uma vez. Tentei ficar alguns minutos a mais na cama, mas não fazia sentido. Então fui para a academia.

Decidi treinar forte, combinando pernas com peito e tríceps. Olhando para onde eu estava alguns meses atrás, é quase difícil acreditar que consigo treinar assim novamente. As sessões estão ficando mais longas, mais pesadas e mais prazerosas. Em vez de pensar a cada segundo em proteger o joelho, começo a pensar em melhorar minha performance.

De volta para casa, levamos toda a família para tomar café da manhã no Café Café. Ovos, pães, doces, café, muito mais comida do que provavelmente cinco pessoas precisavam, mas isso também faz parte da diversão. Saímos de lá completamente satisfeitos e com uma leve sensação de culpa.

Como se isso não bastasse, mais tarde tivemos outro almoço em família com parentes da Juliana que vieram de Taiwan. Mais comida, mais bebidas e longas conversas ao redor da mesa. Dias como esse me lembram como culturas diferentes se aproximam por meio de coisas simples, como compartilhar uma refeição.

Claro que teve vinho novamente.

E, claro, provavelmente vinho demais.

O restante da tarde foi tranquilo. Um pouco de tênis na televisão, um pouco de descanso e, por fim, voltamos para casa para relaxar.

O que mais me chama atenção hoje não é o que aconteceu durante o dia, mas o próprio número.

Duzentos dias.

No início dessa jornada, chegar ao Dia 200 parecia algo impossivelmente distante. Naquela época, meus objetivos eram simples: dobrar o joelho, andar sem muletas, conseguir dormir sem dor.

Hoje, minhas preocupações são outras. Penso no tempo de reação, na simetria muscular, em correr em descidas e em voltar ao tênis competitivo.

Essa mudança, por si só, conta toda a história.

Ainda não terminei.

Mas já não estou mais lutando para me recuperar.

Estou me preparando para voltar a competir.

Principais Aprendizados