Mais uma manhã cedo.
Acordei várias vezes durante a noite - quatro idas ao banheiro no total. Não sei se tem relação com a cirurgia ou se é só a quantidade de água que estou bebendo, mas é chato e definitivamente não ajuda na qualidade do sono.
Hoje eu trabalhei mais. O foco está voltando devagar. A dor está menor. Tem progresso - não é dramático, mas é perceptível.
Fui para a fisio. E foi aí que a realidade bateu um pouco mais forte. Ele me disse que provavelmente vai levar pelo menos nove meses para eu voltar a jogar tênis.
Nove. Não era para ser seis?
Ele me lembrou que o tempo passa mais rápido do que parece agora - mas, mesmo assim, ouvir isso em voz alta muda alguma coisa por dentro. Você pode se preparar o quanto quiser, mas o prazo sempre pesa mais do que a gente imagina.
A sessão em si foi boa: eletroestimulação, exercícios, liberação de tecidos, alongamento. E também começaram a trabalhar em volta das cicatrizes. Pelo que ele explicou, isso é muito importante para mobilidade a longo prazo e para a qualidade do tecido. Foi desconfortável, mas fez sentido.
Coloquei o trabalho de cicatriz na minha rotina diária.
Toda vez que eu saio da fisio, eu me sinto melhor - mais solto, mais calmo, mais otimista. Fisicamente e mentalmente. Está ficando claro que essas sessões são uma âncora nesse processo. Acho que eu deveria fazer com mais frequência.
A recuperação é lenta, mas, agora, direção importa mais do que velocidade.
Principais Aprendizados
- Interrupções do sono somam fadiga “invisível” na recuperação
- Quando a dor baixa, o foco no trabalho volta com mais facilidade
- Prazos de recuperação muitas vezes se estendem além do esperado
- Ouvir um prazo longo é psicologicamente mais difícil do que ler sobre ele
- Fisio traz alívio físico e também estabilidade emocional
- Trabalhar cicatriz é essencial para mobilidade e saúde do tecido no longo prazo
- Sair da fisio melhor reforça confiança no processo
- Nesta fase, direção importa mais do que velocidade