Acordei animado e ao mesmo tempo apreensivo.
Hoje era dia de consultar o Dr. Sergio, e percebi o quanto eu estava esperando por esse encontro. Queria ouvir a visão dele sobre tudo: o progresso, as dúvidas, a forma estranha de caminhar, o inchaço, aqueles pequenos receios que ficam no fundo mesmo quando tudo parece estar indo bem.
O joelho amanheceu mais leve, então resolvi forçar um pouco a flexão. Não queria chegar na consulta com a perna travada.
Levei as crianças para a escola e fui trabalhar. Esses deslocamentos estão me cansando mais do que deveriam. Estresse de novo. Muita coisa passando pela cabeça.
O dia correu rápido até finalmente chegar a hora da consulta. Cheguei cedo, consegui terminar algumas coisas de trabalho e depois fui chamado.
Tem algo de tranquilizador em vê-lo. A confiança vem de imediato.
Ele observou minha caminhada, ouviu com atenção cada preocupação, cada avanço, cada desconforto. Depois examinou o joelho com calma, principalmente a amplitude de movimento, avaliando exatamente onde aparecia a dor.
Nada do que relatei o preocupou.
Ele não gostou muito do inchaço. Disse que idealmente ele já deveria estar quase desaparecendo, mas também lembrou que cada recuperação tem seu ritmo e contou que, no caso dele, após a própria cirurgia no joelho, o inchaço durou quase um ano.
Essa perspectiva ajudou.
Respondeu tudo:
Golfe: meio swing e putting estão liberados, mas ainda sem rotação completa. Começar e sentir os limites.
Natação: liberada sem pull buoy.
Corrida: pode começar devagar.
Saltos e pivôs: ainda não.
Tênis com as crianças: permitido se for parado e controlado.
Fisioterapia: suportar dor patelar faz parte, desde que com critério.
Treino de força: pernas três vezes por semana, evoluindo gradualmente.
Flexão: faltam de 5 a 10 graus, mas sem necessidade de forçar dor, deve voltar naturalmente.
Extensão: está boa, a hiperextensão deve retornar com o tempo.
Dor patelar: normal por causa do enxerto do quadríceps.
Tremor pela manhã e sensações estranhas: déficit muscular, normal.
Gelo: apenas depois da fisioterapia, não o tempo todo.
No geral, ele ficou muito satisfeito com a evolução.
Isso me deixou muito feliz também.
Como ainda havia líquido no joelho, ele decidiu aspirar: retirou 20 ml e depois aplicou ácido hialurônico.
Doeu.
O joelho imediatamente ficou rígido de novo, mas ele disse que em um ou dois dias deve melhorar.
Próxima consulta só em maio.
Depois ele disse algo simples, mas que ficou comigo:
Estamos na metade do caminho agora.
Voltei para casa com dor no joelho, mas mentalmente mais leve.
Sem treino hoje.
Fui dormir cansado, mas feliz.
Estamos indo na direção certa.
Principais Aprendizados
- A tranquilidade médica muda imediatamente o peso mental da recuperação.
- O inchaço está mais lento do que o ideal, mas ainda dentro do normal.
- O progresso já permite iniciar novas fases com cuidado.
- Nem todo desconforto significa problema.
- Chegar à metade do caminho tem um peso simbólico importante.
- A confiança no processo cresce quando os fatos confirmam o que se sente.