O dia começou com academia, seguida de uma massagem rápida de quinze minutos, o que já deu ao corpo um bom início antes do caos habitual da manhã começar. Mandar as crianças para a escola sempre cria seu próprio ritmo, mas hoje havia uma vantagem importante: trabalhei de casa, então escapei do estresse de sair correndo e enfrentar trânsito até o escritório. Só isso já muda o tom do dia mais do que deveria.
Antes de abrir o laptop, fiz uma sessão curta de mobilidade, apenas o suficiente para soltar o joelho e preparar o corpo. Depois entrei em um período de trabalho muito produtivo. Mais tarde participei de um evento online sobre inteligência artificial e a velocidade com que ela está mudando nossas vidas. Foi realmente interessante ouvir e observar como tudo está evoluindo tão rápido agora, com tantas mudanças acontecendo ao mesmo tempo que às vezes parece difícil absorver para onde tudo está caminhando.
Às 17h encontrei o Cleyber. Os exercícios já parecem mais fáceis agora, e algo que ficou claro logo de início foi o quanto senti menos dor na patela. Isso nos deu confiança para aumentar um pouco mais a carga do que o normal. Então veio algo que eu estava esperando sem perceber totalmente o quão estranho seria: tentamos correr.
Os primeiros momentos foram quase chocantes. Meu cérebro claramente tinha esquecido como é correr. Depois de quase quatro meses, o corpo conhecia o movimento, mas a sensação parecia estranha, como se eu estivesse reencontrando algo distante. Corri apenas cinco minutos e fiquei completamente exausto. Começou com dor, hesitação e medo, mas aos poucos a confiança foi aumentando, quase no mesmo ritmo da fadiga. O desconforto passou pelas panturrilhas, quadríceps e joelho, mas nunca entrou em algo alarmante. Era simplesmente o corpo lembrando.
Isso transformou o momento em um marco importante, daqueles que carregam muito mais peso emocional do que a ação em si sugere.
Depois subimos para fazer liberação muscular, porque vários músculos estavam doloridos e tensos depois do esforço. Em casa, continuei com massagem no PowerDot e gelo, querendo estabilizar tudo da forma certa depois de um estímulo tão novo.
O dia terminou com amigos em casa e uma sensação silenciosa de que mais uma etapa importante foi alcançada, daquelas que merecem ser reconhecidas mesmo sabendo que a recuperação ainda tem bastante caminho pela frente.
Principais Aprendizados
- Trabalhar de casa remove um estresse invisível que também afeta o corpo.
- A dor patelar está perdendo intensidade nos exercícios mais fortes.
- A corrida volta primeiro como estranheza, depois como confiança.
- Grandes marcos muitas vezes chegam através de ações muito pequenas.
- A recuperação está deixando de ser teórica e voltando a ser física.