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Semana 16

Dia 109: A Corrida Volta

"Um dia que combinou produtividade, recuperação e um avanço físico importante. O joelho respondeu melhor durante a fisioterapia, o desconforto patelar foi menor e, pela primeira vez em quase quatro meses, a corrida voltou - estranha, cansativa, mas possível. O que durou apenas alguns minutos teve um peso muito maior do que o tempo em si."

Nível de Dor 2/10
Inchaço 2/10
Dia 109 da recuperação do joelho

O dia começou com academia, seguida de uma massagem rápida de quinze minutos, o que já deu ao corpo um bom início antes do caos habitual da manhã começar. Mandar as crianças para a escola sempre cria seu próprio ritmo, mas hoje havia uma vantagem importante: trabalhei de casa, então escapei do estresse de sair correndo e enfrentar trânsito até o escritório. Só isso já muda o tom do dia mais do que deveria.

Antes de abrir o laptop, fiz uma sessão curta de mobilidade, apenas o suficiente para soltar o joelho e preparar o corpo. Depois entrei em um período de trabalho muito produtivo. Mais tarde participei de um evento online sobre inteligência artificial e a velocidade com que ela está mudando nossas vidas. Foi realmente interessante ouvir e observar como tudo está evoluindo tão rápido agora, com tantas mudanças acontecendo ao mesmo tempo que às vezes parece difícil absorver para onde tudo está caminhando.

Às 17h encontrei o Cleyber. Os exercícios já parecem mais fáceis agora, e algo que ficou claro logo de início foi o quanto senti menos dor na patela. Isso nos deu confiança para aumentar um pouco mais a carga do que o normal. Então veio algo que eu estava esperando sem perceber totalmente o quão estranho seria: tentamos correr.

Os primeiros momentos foram quase chocantes. Meu cérebro claramente tinha esquecido como é correr. Depois de quase quatro meses, o corpo conhecia o movimento, mas a sensação parecia estranha, como se eu estivesse reencontrando algo distante. Corri apenas cinco minutos e fiquei completamente exausto. Começou com dor, hesitação e medo, mas aos poucos a confiança foi aumentando, quase no mesmo ritmo da fadiga. O desconforto passou pelas panturrilhas, quadríceps e joelho, mas nunca entrou em algo alarmante. Era simplesmente o corpo lembrando.

Isso transformou o momento em um marco importante, daqueles que carregam muito mais peso emocional do que a ação em si sugere.

Depois subimos para fazer liberação muscular, porque vários músculos estavam doloridos e tensos depois do esforço. Em casa, continuei com massagem no PowerDot e gelo, querendo estabilizar tudo da forma certa depois de um estímulo tão novo.

O dia terminou com amigos em casa e uma sensação silenciosa de que mais uma etapa importante foi alcançada, daquelas que merecem ser reconhecidas mesmo sabendo que a recuperação ainda tem bastante caminho pela frente.

Principais Aprendizados