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Semana 17

Dia 115: Uma Perspectiva Diferente Sobre o Tempo

"O dia começou com uma sessão forte que trouxe uma perspectiva importante. Fisicamente, o corpo respondeu bem, mas o principal aprendizado não foi sobre o que já consigo fazer, e sim sobre o que ainda exige paciência. A recuperação continua avançando, mas hoje ficou claro que progresso não se mede apenas pela capacidade, e sim também pelo respeito ao tempo certo."

Nível de Dor 2/10
Inchaço 2/10
Dia 115 da recuperação do joelho

Antes do trabalho fui encontrar o Taka. Gosto sempre dessas sessões porque elas me dão uma perspectiva um pouco diferente de onde realmente estou no processo de recuperação. Mesmo quando os exercícios são parecidos com coisas que já faço, a forma como ele observa o movimento e explica a progressão muitas vezes muda a forma como eu entendo a fase em que estou.

Hoje puxamos forte. Os exercícios foram exigentes, não por dor, mas porque dava para sentir claramente a musculatura trabalhando em profundidade, principalmente onde a força ainda precisa voltar. Esse tipo de fadiga é positiva porque mostra exatamente onde o corpo ainda carece de confiança e resistência.

Uma coisa que ele reforçou foi que não existe sentido em apressar a recuperação. Conversamos sobre corrida, e a visão dele foi bem clara: para mim ainda parece cedo. Ele explicou que começar a correr não depende apenas de conseguir alguns minutos. Existem critérios que precisam ser respeitados: flexão, extensão, amplitude de movimento, nível de dor e força. Depois acrescentou mais um fator que muita gente esquece: o próprio tempo.

Segundo ele, mesmo que o corpo pareça disposto, correr deveria começar apenas por volta de quatro meses após a cirurgia, e ainda assim somente se as outras condições também estiverem presentes.

No meu caso, ainda existe dor em alguns movimentos e a força ainda precisa evoluir, o que significa que ainda há trabalho antes de isso se tornar natural e sustentável.

Ouvir isso não me frustrou. De certa forma, até clareou as coisas.

Às vezes o corpo entrega entusiasmo antes de entregar real prontidão, e talvez seja exatamente aí que a cautela mais importa.

Terminamos a sessão com massagem, dolorida em alguns pontos como sempre, seguida de exercícios de mobilidade. No final eu me sentia visivelmente melhor, mais leve, com o joelho se movendo de forma mais livre.

Fui direto para o trabalho depois disso. Mesmo com mais um dia longo sentado, me senti melhor do que o habitual, quase como se a sessão da manhã tivesse preparado o corpo para o resto do dia. Está cada vez mais claro que existe algo em treinar cedo que muda o dia inteiro.

O restante do dia mantive leve. Sem treino adicional, sem alongamento, apenas deixando o corpo absorver o trabalho feito pela manhã.

Principais Aprendizados