A manhã começou com ressaca e, curiosamente, me senti pior do que ontem mesmo tendo bebido menos. Isso me fez pensar no que exatamente estava por trás dessa sensação. Talvez o sono, talvez o treino de ontem, talvez simplesmente o acúmulo de vários dias intensos finalmente aparecendo de uma vez. Seja qual for a razão, o corpo claramente pediu um ritmo mais lento, então decidi não lutar contra isso.
Fiquei em casa trabalhando durante a manhã, com café da manhã e café. No começo a mente parecia lenta, quase resistente, mas depois de algum tempo na frente do computador as coisas começaram a acelerar e o foco voltou.
Depois da call com o time fui encontrar Renato e os amigos dele para almoçar. Tentei comer da forma mais saudável possível, mas nos Estados Unidos isso quase sempre parece mais difícil do que deveria. Tudo vem carregado de molhos, gordura e um peso escondido. A comida é muito boa, mas frequentemente deixa a sensação de que há sempre algo a mais do que o corpo precisava.
Depois do almoço houve compras e algumas pequenas tarefas, nada fisicamente exigente, o que combinava bem com o dia. Hoje não fiz exercício nenhum.
O joelho esteve bem, não especialmente solto, mas estável o suficiente para não pedir atenção. O que notei de novo foi como caminhar está ficando mais fácil. Ainda preciso lembrar conscientemente de ativar a musculatura em alguns momentos, especialmente o quadríceps, mas isso já acontece de forma mais natural.
O corpo começa a cooperar sem precisar de tantos comandos.
Mais tarde fui visitar minha cunhada e a família dela, e depois encontrei um amigo antigo de Londres. Esse tipo de encontro sempre traz algo valioso, porque rever pessoas de outra fase da vida dá perspectiva sobre como cada trajetória segue em ritmos diferentes. Alguns caminhos aceleram, outros desaceleram, mas todos parecem carregar capítulos invisíveis.
O dia terminou com um jantar provavelmente desnecessário perto de onde estamos hospedados. A essa altura eu já me sentia cansado e com sono, e claramente o corpo não precisava nem de mais comida nem de mais tempo fora.
Pelo menos não bebi mais, o que já pareceu a decisão certa.
Um detalhe curioso no fim da noite: Zverev estava no restaurante.
De repente o Miami Open começa a ficar muito presente, como se a cidade inteira fosse entrando aos poucos em modo torneio.
Voltei para casa e fui direto para a cama.
Finalmente uma noite cedo, e espero que o sono agora reorganize tudo.
Principais Aprendizados
- O cansaço nem sempre é proporcional ao que aconteceu no dia anterior
- Caminhar continua melhorando mesmo nos dias mais lentos
- A ativação muscular consciente está ficando mais natural
- Viagem e ritmo social acumulam no corpo de forma silenciosa
- Às vezes a melhor decisão é simplesmente encerrar o dia cedo