Dormi apenas três horas e acordei com uma ressaca pesada. Daqueles dias em que tudo já começa errado. Caminhar parecia descoordenado, quase como se eu estivesse andando para trás, e o pensamento vinha lento, atrasado, como se a mente precisasse de mais tempo para processar até as coisas mais simples.
Me forcei a comer melhor e a beber mais água, sabendo que não existia atalho para sair desse estado. Ao mesmo tempo, precisei começar a arrumar as coisas, já que viajaríamos à noite. Não era um dia em que nada fluía naturalmente. Tudo exigia esforço.
Saímos para um último almoço com o Yang, que também estava indo embora, seguindo para Las Vegas. Foi um bom momento de fechamento dessa parte da viagem, mesmo sem muita energia para aproveitar plenamente. Depois disso, algumas últimas compras e um drink rápido com o Bartek, amigos e família. Até isso parecia mais do que o corpo queria naquele momento, mas fazia parte do ritmo do dia.
O voo acabou sendo a parte mais difícil. Espaço apertado, muito cansaço e nenhuma posição confortável. Em certo momento, o carrinho de serviço ficou batendo repetidamente no meu joelho, o que só aumentou a frustração. Por sorte, foi no outro joelho, não no que está em recuperação, mas ainda assim foi o suficiente para tornar tudo mais incômodo.
O dia não teve um ritmo claro, foi apenas uma sequência de movimentos, de um ponto a outro, gerenciando energia e tentando seguir.
Existem dias que não são sobre progresso.
São sobre resistência.
Principais Aprendizados
- Falta de sono afeta tudo, corpo e mente
- Dias de recuperação ainda existem mesmo no meio de viagens
- Nem todo dia precisa ser produtivo para ter valor
- Às vezes o objetivo é simplesmente atravessar o dia
- A percepção dos próprios limites fica mais clara no cansaço