Sexta-feira novamente. Dia de tênis.
Segui a mesma rotina da semana passada: vinte minutos de bicicleta até o clube, treino de tênis parado e depois mais vinte minutos pedalando de volta para casa. Na volta, inclusive, comecei a bater alguns dos meus melhores tempos. A próxima meta é fazer o percurso em menos de vinte minutos. É engraçado como o espírito competitivo retorna rapidamente quando o movimento começa a parecer natural outra vez.
Antes de jogar, também ajustei a configuração da minha raquete e das cordas para proteger melhor o braço. Como ainda não consigo me movimentar adequadamente com as pernas e estou jogando praticamente parado, a carga acaba indo muito mais para o braço e para o ombro. Definitivamente não quero que a epicondilite volte, ou pior ainda, desenvolver uma lesão no ombro enquanto ainda estou me recuperando do joelho.
Passei a usar uma configuração híbrida de cordas e raquetes com cabeça um pouco maior. A diferença foi imediata. As bolas ficaram mais fáceis de bater, a margem de erro aumentou e, o mais importante, deixei de sentir o desconforto no punho.
Pequenos ajustes, mas que fazem muita diferença.
Quando voltei pedalando para casa, minhas pernas estavam cansadas da melhor forma possível. Eu sentia muita falta dessa sensação. Aquele tipo de cansaço que vem do esporte, do movimento e do esforço, e não apenas da fisioterapia.
De volta para casa, trabalhei por um tempo e, mais tarde, saí novamente para um happy hour com outro amigo. A Juliana já começou a brincar dizendo que, de repente, eu tinha voltado a ser uma pessoa extremamente sociável depois de semanas de humor mais baixo e isolamento.
E, sinceramente, ela tem razão.
Consigo perceber claramente que meu humor melhorou bastante nos últimos dias. O problema é que, junto com essa energia social, o álcool também voltou com mais força do que provavelmente deveria.
Acabei bebendo bastante novamente.
Cheguei em casa por volta da meia-noite e fui direto dormir.
Mesmo assim, apesar do excesso, hoje foi um dia importante.
Por algumas horas, deixei de me sentir como alguém em recuperação de uma cirurgia e voltei a me sentir um atleta.
Principais Aprendizados
- O tênis está voltando a fazer parte da vida normal
- Pequenos ajustes no equipamento podem proteger o corpo durante a recuperação
- O cansaço provocado pelo esporte tem um significado emocional diferente do cansaço da fisioterapia
- A recuperação social às vezes pode acabar levando a excessos
- A identidade de atleta está voltando aos poucos