Acordei às 6:00.
Hoje eu decidi tentar parar o Tramal e depender de Novalgina. Pareceu o momento certo para testar. Eu também tinha planejado meu primeiro encontro social fora de casa. Um pequeno passo de volta para o mundo. Vamos ver como isso vai ser.
De manhã, comecei com as flexões do tornozelo e usei o rolo para mover a perna para frente e para trás, exatamente como meu médico recomendou.
Foi muito mais difícil do que eu esperava.
O joelho está rígido, dolorido, resistente. Ele ainda não quer se mover, mesmo quando a mente quer. Cada repetição parece uma negociação, não um movimento.
Mais tarde, fui ver um amigo. Para chegar lá, precisei subir muitas escadas. Nada elegante. Nada rápido. Mas deu para fazer. Foi bom ver pessoas de novo. Conversar. Sentir normalidade por um momento.
Sentar com a perna elevada em um ambiente social é estranho. Mesmo assim, a conversa ajudou mais do que eu imaginava. Palavras de incentivo têm um peso real nessa fase.
Eu cometi um erro.
Bebi um pouco de vinho. Não foi muito, mas combinado com a medicação, não bateu bem. Fiquei cansado demais, um pouco enjoado e com muito sono.
Voltei para casa e fui direto para a cama.
O sono não foi bom.
Eu fiquei tentando entender por quê. Foi porque parei o Tramal? O vinho? A comida mais pesada? Provavelmente uma mistura dos três. De qualquer forma, o recado foi claro.
Hora de voltar para uma alimentação mais limpa e mais disciplina.
A recuperação segue me lembrando que pequenas escolhas importam.
Principais Aprendizados
- Reduzir remédio para dor é um teste real, físico e mental
- O movimento inicial é mais difícil do que parece, mesmo com motivação alta
- Rigidez é o corpo colocando limites - não necessariamente um retrocesso
- Voltar para a vida social melhora o humor, mas cobra energia
- Elevar a perna em público é desconfortável, mas necessário
- Álcool e medicação não combinam na fase inicial de recuperação
- Sono ruim geralmente é um sinal, não coincidência
- A recuperação responde forte a pequenas escolhas diárias
- Progresso não é linear e exige disciplina constante