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Semana 8

Dia 51: Começos Lentos, Cidades Gigantes

“Começar o dia mais devagar ajudou a recalibrar o joelho depois do excesso de ontem. Mesmo sem fisio, um ritmo bem controlado manteve tudo administrável durante um dia cheio de passeio. Tóquio impressionou, a fadiga acumulou, e o joelho me lembrou que recuperação ainda exige planejamento.”

Nível de Dor 3/10
Inchaço 6/10
Foto do progresso no dia 51 da recuperação do joelho

Hoje eu queria ir mais devagar, principalmente depois da maratona de ontem. Me dei o direito de dormir mais e comecei o dia tarde. A qualidade do sono ainda não está boa. Eu acordo várias vezes para ir ao banheiro e, sinceramente, fico me perguntando quando isso vai parar. Por enquanto, é só um ruído constante no fundo.

Nada de fisioterapia hoje. Eu decidi dar um dia de folga de verdade para o joelho. De manhã ainda estava um pouco inchado, mas gelo e elevação ajudaram, e ficou bem melhor do que ontem. Só isso já deu uma sensação de segurança.

Fomos para os jardins para uma caminhada curta, mais para deixar as crianças correrem e pegar um ar. Tóquio realmente sabe cuidar dos parques. Calmo, limpo, bem pensado. Andamos devagar, aproveitamos o sol e recarregamos um pouco.

Depois, fomos para a prefeitura, no mirante. Ver a cidade de cima fez a ficha cair. Agora eu entendo por que Tóquio é chamada de maior cidade do mundo. Em um dia claro, até deu para ver o Monte Fuji ao longe. Impressionante e um pouco esmagador ao mesmo tempo.

A fadiga começou a aparecer cedo, e nem tinha chegado a parte mais cheia do dia. Almoçamos num clássico lugar para turista, mas pelo menos eu comi bem e a energia voltou.

À tarde fomos para Shibuya. Nintendo, Pokémon, Godzilla e várias lojas de anime. Não tinha lugar para sentar em lugar nenhum. As crianças queriam comprar tudo. No fim, a gente fechou em Godzillas. Depois disso, o nível subiu rápido. Ruas ainda mais cheias. Shibuya Crossing. A densidade da multidão era absurda. Eu não acho que já vi algo assim, nem em São Paulo no horário de pico.

Terminamos o dia com sushi num restaurante bem pequeno e bem apertado. Comida excelente, espaço mínimo. A essa altura, meu joelho já estava sentindo falta do gelo que eu não consegui fazer durante o dia. Ele segurou, mas deixou claro que percebeu.

Em casa, gelo e cama. Um dia longo, um dia bom, e um lembrete de que até os dias “lentos” em Tóquio estão longe de ser pequenos.

Principais Aprendizados