Acordei tarde hoje e já comecei o dia direto com exercícios de flexão. Forçando no meio da dor. Sinceramente, está bem travado, e uma parte de mim fica pensando que meu médico ou meu fisio não ficariam exatamente empolgados com o ritmo agora. Mesmo assim, precisava ser feito. Gelo rápido depois, e aí a gente saiu.
O destino de hoje foi a Tóquio tradicional. Asakusa. Templo Senso-ji. Um templo budista, mas do lado dele tem um santuário xintoísta. O Japão faz isso de um jeito lindo. Religiões não ficam separadas nem competindo. Elas ficam em camadas. Coexistindo.
O santuário fala de gratidão, recomeços e conexão com a natureza. O templo budista fala de entender a luta, pedir boa sorte e aprender a lidar com o sofrimento. De um jeito estranho, isso combinou demais com meu joelho.
Na entrada, eu usei a fumaça do incenso queimando e “passei” na direção das pernas, esperando deixá-las mais fortes. Por que não. Eu li minha sorte. Dizia: “O paciente vai melhorar em breve.” Eu sorri. Comprei um amuleto para recuperação e cura muscular. Vamos nessa.
A gente andou pelo bairro, escapando da multidão principal explorando ruazinhas perto dali. Lugares fofos, comida absurda e, claro, sorvete para as crianças. Eventualmente, a gente voltou para o caos.
As crianças pediram brinquedos. Queriam voltar para a área de compras de ontem, mas eu propus algo melhor. Donki. Caos garantido. Uma hora lá dentro daquela loucura. Saímos com códigos de desconto, uns vinte carrinhos minúsculos e um monte de outras coisas completamente desnecessárias. Todo mundo feliz.
Continuamos explorando Asakusa e caminhamos ao longo do rio. Um trecho bem bonito. Calmo, aberto, luz boa. Um momento de família de verdade. Paramos para um drink rápido e mais sorvete antes de pegar o metrô de volta para o Airbnb.
Em casa, foi hora da parte dois de Godzilla. Óbvio. Pegamos comida para viagem, sentamos e relaxamos. Mais tarde, fiz minha sessão de PowerDot, massagem, gelo, elevação e um pouco de extensão. Eu estava cansado. Mas também estava bem. Calmo. Satisfeito. Às vezes, recuperação não é sobre quanto você melhora fisicamente em um dia, mas sobre o quão leve você se sente carregando isso.
Principais Aprendizados
- O trabalho de flexão continua desconfortável, mas é necessário
- O progresso nem sempre parece linear ou tranquilizador
- Uma perspectiva cultural muda a forma como a luta é percebida
- Pequenos rituais podem trazer motivação inesperada
- O caos é mais fácil de aguentar quando é compartilhado em família
- Terminar o dia com a recuperação bem feita muda tudo