Sábado.
Acordei com uma dor forte na lombar. É claramente a posição de dormir. Ficar preso de barriga para cima, sem conseguir me mexer livremente, está cobrando o preço. Eu não dormi bem. Fiquei virando e ajustando o corpo, tentando mudar de posição sem mexer a perna. É exaustivo.
Comecei o dia com um bom café da manhã. Isso ajudou. Depois, exercícios.
Percebi algo importante: quando eu planejo o dia e coloco um pouco de estrutura, eu me sinto melhor. Mais perto do “normal”. Menos perdido. E começar o dia com exercícios faz diferença de verdade.
Minha rotina da manhã foi assim:
- Alongamento (extensão) — duas vezes por 5 minutos, com a perna apoiada em um travesseiro de yoga (ou um rolo). Deixar a gravidade fazer o trabalho.
- Pausa — 10 minutos para ver as notícias.
- Bombeamento do tornozelo — 5 séries de 30 repetições, com 30–45 segundos de descanso.
- Alongamento puxando o pé — puxar o pé na sua direção e segurar por 30 segundos.
Também tentei ativar o quadríceps. Ainda está extremamente fraco, quase não responde. Decidi não forçar agora e esperar orientação adequada do meu fisio.
O dia inteiro foi lento.
Fiquei em casa. Brinquei com meu filho. Depois, jogos de tabuleiro com a família inteira. Li um pouco. Descansei. À tarde, fiz os exercícios novamente. Essa parte está começando a ficar “não negociável”.
Pensei em ir para a academia, só para me sentir normal de novo, mas decidi esperar. Não tem por que correr com isso.
Alguns dias não são sobre progresso. São sobre consistência.
Principais Aprendizados
- Sono ruim e imobilidade podem “jogar” dor para outras partes do corpo
- Estrutura e rotina reduzem inquietação e cansaço mental
- Começar o dia com movimento melhora o humor geral
- Exercícios leves e repetíveis dão sensação de controle
- Ativação do quadríceps precisa ser feita com cuidado e orientação
- Ficar em casa pode ser restaurador quando é intencional
- Consistência importa mais do que intensidade nesta fase
- Nem todo dia traz progresso visível
- Paciência é uma parte ativa da recuperação