De manhã cedo - dessa vez forçado pelo despertador. Dia de exames. Coleta de sangue, ultrassom, ecocardiograma. Muito anda-e-para entre salas, trocar de roupa, sentar, esperar. O joelho ficou estranho o tempo todo. Rígido, lento, pouco cooperativo. Não era uma dor aguda, era mais um “claramente não estou feliz”. E eu ficava me perguntando se ontem foi demais.
De volta em casa, eu desacelerei tudo. Trabalhei de casa, comi bem, fiquei mais sentado, perna elevada. Dei espaço para o joelho assentar.
Antes da fisioterapia, fiz uma sessão rápida na academia. Só peito. Nada demais. Quando o Cleyber chegou, algo mudou. Acontece muito. Assim que eu vejo ele, parece que o joelho acorda. Fica mais solto. Mais responsivo. Estranho, mas consistente.
A bike foi fácil hoje. Consegui baixar bastante o banco, empurrando mobilidade sem resistência. Os exercícios começaram bem. Leves, controlados, sem dor. Aí, aos poucos, o desconforto foi entrando. Dor dos dois lados do joelho. No lado esquerdo, perto da patela; no lado direito, no quadríceps. O Cleyber não gostou nada disso.
Ajustamos na hora. Reduzimos a carga, mudamos ângulos, diminuímos o ritmo. Trabalho de liberação, depois flexão para fechar. Ainda desconfortável, mas controlado.
Em casa: jantar, cozinha, caos bom de família. As crianças finalmente dormiram.
Amanhã a escola volta. A rotina volta. A estrutura volta.
Abri uma garrafa de vinho para marcar o fim das férias. Uma pequena celebração. Um reset.
Principais Aprendizados
- A rigidez pode ser um sinal, não um retrocesso
- Progresso exige ajustes constantes, não teimosia
- Estrutura familiar melhora o corpo e a cabeça
- Ouvir cedo evita problemas maiores depois