Acordei cedo. Uma caminhada curta e alongamentos antes de acordar as crianças. Hoje a rotina da manhã ficou comigo, enquanto minha esposa foi para a academia. Curiosamente, isso deixou tudo mais fácil. Menos negociação, mais fluxo. Crianças prontas, saímos no horário.
Levei eles para a escola e decidi ir a pé até a sala. Caminhada maior do que o planejado, crianças correndo na frente, parando, correndo de novo. Meu joelho não curtiu. Ficou irritado rápido. Mesmo assim, eu segui.
Voltei para o carro, depois para casa e direto para o trabalho. O foco estava bom de novo, e isso ajudou, mas fisicamente eu me sentia pesado. Fora de forma. Lento. Fiquei me perguntando se era sono ruim, comida, ou só carga acumulada. Provavelmente tudo junto. Gelo e elevação com o notebook nas pernas viraram meu reset.
Antes da fisio com o Cleyber, fui para a academia. Quinze minutos na bike. Eu já consigo baixar bem o banco, e isso parece progresso real. Essas sessões curtas de cardio fazem diferença, desde que eu mantenha leve. Depois, fiz costas e bíceps.
A fisio começou com pouca dor, mas ela foi crescendo conforme as repetições aumentavam. O mesmo padrão. Lado direito do quadríceps, lado esquerdo ao redor da patela. O Cleyber não gostou nada disso. Ajustamos os exercícios mais uma vez e mudamos o foco para glúteo, para tirar carga do joelho.
Lá em cima, fizemos liberação e extensão. A extensão está muito boa agora, quase lá. Aí veio a flexão. A gente forçou.
128 graus.
A meta era 125. Bateu e passou.
Aquele momento apagou o dia inteiro. Uma vitória gigante. Prova de que o trabalho está valendo a pena, mesmo quando tudo parece “fora do lugar” antes.
Vinho aberto. Celebração merecida.
Principais Aprendizados
- A fadiga pode esconder o progresso, mas não apaga o que foi construído
- Gestão de carga ainda exige ajuste constante
- Força de glúteo ajuda a proteger o joelho quando a dor aparece
- Um avanço grande na flexão muda o jogo mental
- O progresso muitas vezes aparece depois dos dias mais difíceis