Um daqueles dias que acabam antes mesmo de você perceber que começaram.
Rotina da manhã com as crianças e direto para o modo trabalho. Sem alongamento. Sem flexão. Sem pausa intencional. Apenas tarefas empilhadas sobre tarefas. Nível de estresse alto. Almoço rápido e tarde, no meio de uma ligação - o que nunca ajuda. Só alimenta a pressão em vez de aliviar.
Às 16h eu já estava cansado, estressado e com sono quando encontrei as crianças no clube. Eu precisava desligar a mente. E, surpreendentemente, funcionou.
Comecei batendo bola leve com o do meio. Depois, minha pequena princesa quis entrar no final. É curioso como crianças não precisam de instruções. Elas observam. Veem você se movimentar. Sentem sua energia. E pedem para jogar. Sem discursos.
Trinta minutos. Foi tudo o que precisou.
Começou a chover e tivemos que parar, mas aqueles 30 minutos descomprimiram algo dentro de mim. Eu sinto muita falta do tênis como ferramenta para combater o estresse. Sempre foi minha válvula de escape. Agora caminho em ovos, cuidadoso, controlado, hiper atento a cada movimento. Mas pelo menos posso compartilhar isso com eles.
Encontrei a Juliana depois e fomos comprar um presente, depois jantar para comemorar o aniversário do meu sogro. Ótimo momento. As crianças dormiram no restaurante, sempre sinal de um dia bem vivido.
Bebi uma taça a mais do que deveria. Nada dramático, mas perceptível. Voltamos para casa. Alongamento. Gelo. Cama.
O dia foi acelerado. Mas terminou com intenção.
Principais Aprendizados
- O estresse se acumula quando você abandona seus rituais de recuperação.
- Movimento é remédio — mesmo em 30%.
- Crianças aprendem observando, não ouvindo.
- O tênis ainda é terapia.
- Pequenos momentos de descompressão mudam o dia inteiro.
- Termine o dia com disciplina, mesmo que ele tenha começado caótico.