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Semana 17

Dia 118: Ritmo Demais, Recuperação de Menos

"O dia carregou o peso de pouco sono, fadiga da viagem e mais energia social do que o corpo idealmente queria. O joelho lidou melhor com o voo do que antes, o que por si só já é progresso, mas o ritmo geral do dia acabou cobrando seu preço no corpo e na mente. Não foi um dia ideal de recuperação, embora até dentro do excesso tenha ficado claro o quanto tudo está mais fácil do que nas fases anteriores."

Nível de Dor 2/10
Inchaço 3/10
Dia 118 da recuperação do joelho

A noite não foi boa em termos de sono e isso apareceu logo cedo. Depois do pouso, pegamos um táxi para casa e, assim que sentei no sofá, tirei as meias de compressão e a joelheira. O joelho estava inchado, mas longe do que já aconteceu em outras viagens, e isso já trouxe uma sensação clara de evolução. Antes de qualquer outra coisa, fiquei alguns minutos ativando a perna e movimentando o joelho até ele começar a responder melhor.

Depois fui buscar algumas coisas para casa, tomei café da manhã e aproveitei para resolver pequenas pendências que tinham ficado do dia anterior. Mesmo com pouca energia, foi bom limpar o que ainda estava aberto.

Como o tempo estava bom demais para ficar dentro de casa, mais tarde fomos para South Beach assistir ao circo. Sempre chama atenção aquele contraste muito próprio dali: metade das pessoas com cara de quem não dormiu, metade com aparência de quem acabou de sair de um treino perfeito, todos convivendo no mesmo espaço em ritmos completamente diferentes. Em volta havia bêbados, gente fitness, energia de rua e cenas estranhas acontecendo ao mesmo tempo.

Encontramos Renato, meu sócio, junto com alguns amigos dele, e a tarde acabou sendo muito agradável. O problema foi o ritmo. Bebida demais para o estado em que meu corpo estava, depois um hambúrguer enorme também além da medida, seguido de mais cerveja, o suficiente para me derrubar. Quando voltei para casa, dormi rápido no sofá.

A essa altura o joelho já começava a pedir atenção depois da viagem, do tempo em pé e do excesso geral do dia. Não era exatamente dor, mas aquele aviso claro de que ainda existem limites, mesmo quando o corpo parece capaz.

À noite ainda saí de novo com meu amigo. Mais bebida, comida, tempo em pé, caminhada e movimento demais para um dia que já tinha começado cansado. Em algum momento ficou muito claro: hoje esse ritmo já pesa diferente. Talvez não seja só idade, talvez seja simplesmente consciência de como o corpo responde melhor quando a energia é usada de outra forma.

Hoje eu prefiro aproveitar bem o dia do que esticá-lo até tarde sem necessidade.

Ainda assim, a companhia foi muito boa, e isso compensa muita coisa. Algumas noites valem pelo encontro, mesmo quando o corpo votaria contra.

Voltei para casa e terminei com gelo antes de dormir.

Não foi o melhor dia possível para recuperação depois de uma viagem, mas foi um lembrete de que agora até os excessos são absorvidos de forma muito diferente.

Principais Aprendizados