Acordei me sentindo bem melhor hoje. A sensação de peso dos dias anteriores passou, e o dia começou com um café da manhã saudável antes de levar as crianças para a escola.
Depois de deixá-las, fiquei um tempo com o Gabriel para acompanhar mais de perto o que eles fazem no dia a dia. Fiquei realmente impressionado com as oportunidades que eles têm e com a forma como o aprendizado é apresentado. Me fez pensar em como era na minha época e em como tudo era diferente. Seria outra experiência se tivesse sido assim.
Mais tarde voltei para casa e trabalhei um pouco antes de encontrar um amigo para almoçar. O dia seguiu leve, sem muita pressão.
No fim da tarde encontrei o Cleyber novamente. Usamos mais uma vez a eletroterapia durante os exercícios e aumentamos a carga. As pernas já estavam cansadas das sessões anteriores, mas mesmo assim conseguimos evoluir.
No final do treino começamos a testar movimentos laterais e para trás. Essa parte ainda não encaixa bem. Falta fluidez, e ficou claro que ainda não tenho força e controle suficientes para que esses movimentos sejam naturais. O Cleyber ficou satisfeito com o que viu, mas, sinceramente, eu me daria uma nota baixa em termos de prontidão.
Existe uma diferença grande entre conseguir fazer um movimento e se sentir pronto para ele.
Chegando em casa, me dei conta de que hoje completa 150 dias desde a cirurgia.
O tempo realmente passa rápido.
Ainda estou longe de estar totalmente de volta, mas uma coisa ficou clara.
O pior já ficou para trás.
Principais Aprendizados
- O progresso fica mais evidente quando os movimentos se tornam mais complexos
- Força e prontidão não são a mesma coisa
- Movimentos específicos do esporte expõem fraquezas de forma honesta
- A perspectiva muda com o tempo após a cirurgia
- Mesmo longe do retorno completo, a fase mais difícil já passou