Acordei cansado. Uma leve dor de cabeça. Meio irritado.
Tomei um café da manhã rápido, mas não fiz exercícios de manhã. Eu simplesmente não tinha energia. E como eu tinha fisioterapia marcada para 10:30, decidi esperar.
Cheguei na fisio já me sentindo estranho. Pouca energia, humor baixo. Meus sinais não estavam bons. Não forçamos muita coisa e voltei para casa pouco depois.
Pelo menos uma coisa boa aconteceu hoje. Meu Game Ready chegou. Finalmente.
Tem uma pequena curva de aprendizado, mas quando peguei o jeito, liguei. Que diferença. Muito frio, compressão forte e alívio imediato. O joelho inteiro fica mais “seguro”, mais calmo, mais suportado. Vale o dinheiro, sem dúvida.
Mais tarde, fui ao clínico geral (por sorte, a consulta já estava marcada). Ainda é estranho ver a reação das pessoas quando percebem as muletas, uma mistura de pena e piadas. Falamos rapidamente sobre a cirurgia e sobre o último ano, e então ele mediu minha temperatura.
38°C. Febre.
Isso acendeu um alerta na hora. Meu joelho também estava quente. Ele sempre esteve tão quente assim? Minha cabeça foi direto para a pior hipótese: infecção. Eu comecei a entrar em pânico.
Ele não gostou da febre, mas depois de me examinar bem, sem aumento de inchaço, sem vermelhidão e sem dor aguda no joelho, achou mais provável uma reação viral do que uma complicação cirúrgica. Mesmo assim, ele não tratou como “nada”. Mandou voltar para casa, tomar Novalgina, descansar e monitorar a febre de perto. Se baixasse, ótimo. Se subisse, eu deveria ligar para ele ou para o ortopedista imediatamente. Ele também pediu exames de sangue e urina, que marquei para amanhã cedo.
Falamos sobre minha dor nas costas e o sono ruim. Ele me tranquilizou dizendo que os dois são comuns depois de cirurgia e com mobilidade reduzida. E fez acupuntura nas costas para soltar a tensão. Doeu. Muito. Mas depois as costas ficaram visivelmente melhores.
Também falamos sobre oscilações de humor, outra parte “normal, mas desagradável” do pós-operatório quando movimento e rotina ficam limitados. Vou voltar nele semana que vem.
Em casa, tomei Novalgina. Duas horas depois, eu já estava melhor. A febre baixou. Alívio.
Hoje à noite o plano é simples: descansar e dormir cedo.
Alguns dias te lembram que recuperação não é só o joelho. É o sistema inteiro.
Principais Aprendizados
- Cansaço e irritação podem ser sinais claros para desacelerar
- Nem todo dia é para forçar ou “evoluir”
- Ferramentas de recuperação podem trazer alívio físico imediato e também tranquilidade
- Febre no pós-operatório aciona medo e é compreensível
- Avaliação médica objetiva separa pânico de realidade
- Sintomas virais podem se misturar com preocupações pós-cirúrgicas
- Monitorar e ter cautela é tão importante quanto agir
- Dor nas costas e variações de humor são efeitos comuns da mobilidade limitada
- Às vezes, descanso é a intervenção mais eficiente
- Recuperação envolve o corpo todo, não só o joelho