O dia começou cedo com treino na academia, focado em peito, tríceps e um pouco de core leve. Minha força está muito boa ultimamente. Dá para sentir claramente que consigo forçar mais, tanto fisicamente quanto mentalmente. Existe mais confiança nos movimentos e menos hesitação durante os exercícios.
Voltei para casa, café da manhã, e depois mais um dia de escritório. O ritmo foi mais tranquilo do que o normal, o que fez diferença. Pela primeira vez em um tempo, consegui até sair para almoçar em vez de comer na mesa.
Chegamos mais cedo em casa e o ambiente estava diferente, mais calmo. A Naomi dormindo, o Gabriel lendo, e por alguns momentos tudo desacelerou. Assisti um pouco de esporte e fiz alguns alongamentos, aproveitando esse silêncio antes do caos habitual da noite voltar com jantar e rotina da família.
Meu joelho ainda faz aqueles barulhos estranhos quando dobro a perna, e de alguma forma isso virou até uma brincadeira para as crianças. Eles pedem para eu fazer de novo e dão risada toda vez que estala alto. Eu rio junto, mas, sinceramente, espero que isso desapareça em breve.
Hoje à noite comecei a ler O Obstáculo é o Caminho, do Ryan Holiday. Logo nas primeiras páginas já pensei que deveria ter lido antes. O livro fala sobre como obstáculos podem virar oportunidades, oportunidades para desenvolver resiliência, adaptação e se tornar uma versão melhor de si mesmo.
Isso me fez refletir sobre todo esse processo de recuperação.
Não posso dizer que estou feliz por essa lesão ter acontecido. Nunca escolheria isso. Mas posso dizer que estou orgulhoso da forma como me adaptei e reagi a tudo.
E talvez isso mude tudo.
Principais Aprendizados
- Força e confiança estão evoluindo juntas
- Momentos de silêncio em casa ganham mais valor
- A recuperação também virou parte da dinâmica da família
- Experiências difíceis podem transformar perspectiva e caráter
- A adaptação pode ser um dos maiores ganhos desse processo