Já se passaram três semanas desde a cirurgia. Três semanas completas. Essa constatação me pegou desprevenido. O tempo passou mais rápido do que parece quando você está vivendo tudo dia após dia.
Pelo que me falaram, agora eu posso apoiar um pouco mais de peso na perna. Eu imaginei que isso viria naturalmente, quase no automático. Não veio. No momento em que eu tentei, tudo passou a exigir atenção ao mesmo tempo. Equilíbrio, confiança, hesitação, medo, controle. Tem gente que descreve como andar em gelo fino, e a comparação encaixa perfeitamente. Dá para ir em frente, mas só se você ficar calmo e deliberado.
O dia em si foi cheio. Depois da fisioterapia, eu ainda tinha várias coisas para resolver e só voltei para casa por volta das 14:00. A essa altura, eu já estava completamente drenado. Não era só cansaço, era aquele tipo de cansaço profundo, que desacelera tudo e pesa no corpo.
No fim da tarde, o joelho estava maior e mais rígido. Visivelmente. Eu estou escolhendo acreditar que isso é resposta ao aumento de carga e aos exercícios, e não um sinal de alerta. Mesmo assim, é difícil não observar de perto quando as coisas mudam tão rápido.
Hoje pareceu ficar bem na borda entre fases. Ainda sem confiança total, mas claramente avançando. Com cuidado.
Principais Aprendizados
- A marca de três semanas traz uma mudança mental bem clara
- Apoio parcial de peso exige foco, confiança e paciência
- Em dias cheios, a fadiga aumenta muito
- Rigidez e inchaço subiram depois de mais carga e da terapia
- O progresso agora é tão psicológico quanto físico