Acordei surpreendentemente com menos rigidez hoje. O alongamento de ontem claramente ajudou e, mesmo com um dia cheio de ficar em pé e caminhar, o joelho aguentou melhor do que eu esperava. Só isso já fez muito bem para a minha cabeça. Pela primeira vez em um tempo, deu para ver um pouco de luz de novo.
Fiz um alongamento rápido e fui para o escritório. O Cleyber me deu uma dica importante sobre como usar as muletas do jeito certo. A perna deve ficar reta ao tocar o chão e ao colocar peso. Primeiro o calcanhar, joelho estendido e, depois, transferir o peso para frente aos poucos, sempre sustentado pelas muletas. Simples na teoria, mas exige foco e disciplina a cada passo.
Teve um torneio de golfe hoje com vários amigos jogando. Isso deu uma fisgada no humor por um momento, mas não o suficiente para estragar o dia. Curiosamente, tênis quase nem passou pela minha cabeça. Acho que minha energia mental está toda investida na fisioterapia agora, e talvez isso seja uma coisa boa.
Encontrei o Cleyber de novo mais tarde e a gente revisou alguns exercícios. Também ligamos para o meu médico, Dr. Sergio, para atualizá-lo antes da viagem. A conversa girou muito em torno da extensão e do quanto ela é crítica nessa fase. Tanto ele quanto o Cleyber ficaram desconfortáveis com a ideia de tirar as muletas durante a viagem. A semana seis vai cair bem no meio do deslocamento, e a gente concordou que é melhor ser conservador e manter as muletas até eu voltar. Um pouco frustrante, mas claramente a decisão mais inteligente.
Enviamos um vídeo para o Dr. Sergio e ele ficou bem satisfeito com a aparência do joelho. Feridas fechadas, cicatrização dentro do esperado. A mensagem dele foi direta e consistente. Continuar trabalhando extensão. O Cleyber forçou um pouco mais hoje, inclusive colocando peso para ajudar a ganhar extensão com segurança.
Aí veio o ponto alto. Fomos para a piscina. E eu caminhei de novo. Caminhar de verdade. Faz mais de um mês que eu não andava normalmente. Foi estranho, frágil, cansativo e incrível ao mesmo tempo. Sim, foi na água, mas conta. A dor, a fadiga e aquele medo silencioso de “e se der errado” estavam ali, mas o movimento também estava.
Por um momento, eu lembrei daquela cena de Nascido em 4 de Julho, com o Tom Cruise penando na fisioterapia e caindo. Esse medo fica ali no fundo. Mas na água, ele fica quieto. Seguro, controlado, administrável.
Foi um grande dia. Não perfeito, mas real.
Principais Aprendizados
- Menos rigidez pode levantar rapidamente a confiança e o estado mental
- Técnica correta com as muletas importa mais do que parece
- Manter as muletas durante a viagem é a decisão certa
- A cicatrização e o fechamento das feridas estão evoluindo bem
- Extensão continua sendo a prioridade número um
- Caminhar na piscina é um marco psicológico e físico enorme