Acordei cedo mais uma vez. Flexão rápida, café da manhã e malas. Hoje era dia de voltar para casa.
No caminho, paramos na casa de amigos que moram perto de onde estávamos. Um lugar lindo, cercado de natureza, com lago e uma pequena praia. Aberto, calmo, aterrador no bom sentido.
As conversas acabaram voltando para a minha lesão. Sobre como é difícil não poder treinar. Algumas pessoas entendem essa dor de verdade. Não só no corpo, mas principalmente na cabeça. Falar sobre isso deixou algo muito claro.
Eu não estou mais naquele buraco escuro.
Eu posso nadar. Posso treinar na academia. Posso caminhar. Ainda não posso fazer tudo, mas já posso fazer o suficiente para voltar a me sentir feliz.
Mais tarde, caminhei bastante em terreno irregular. Isso cobrou seu preço. O joelho inchou bem e precisei de gelo para aliviar. Notei tentações com comida e álcool por perto, mas dessa vez a vontade foi mais forte. Tirando algumas taças de vinho branco ao longo do dia, fiquei praticamente sóbrio.
Chegamos em casa por volta das 22:00. O joelho estava enorme, muito maior do que o normal. Não fiquei analisando demais. Calor, caminhada, estrada, talvez tudo junto.
Antes de dormir, decidi fazer mais um esforço consciente. PowerDot, flexão e gelo.
Hoje não teve perguntas. Só ação, cuidado e confiança.
Principais Aprendizados
- A recuperação não é linear, mas a perspectiva pode mudar de uma vez
- Conseguir se mover já é, por si só, uma forma de liberdade
- Terreno irregular e calor aumentam bastante o inchaço
- Disciplina com comida e álcool importa mais do que nunca
- Às vezes, a melhor resposta não é analisar, mas agir com calma