A manhã chegou cedo demais. Banho, acordar as crianças e aeroporto. Mais uma vez, estrada e deslocamento.
Um café rápido antes de sair e um voo tranquilo. Teve um pequeno atraso, mas pousamos no horário. Um motorista já nos esperava, e eu dormi quase duas horas no carro até finalmente chegar a Inhotim.
Inhotim é um museu de arte contemporânea a céu aberto. Imagine um museu dentro da Mata Atlântica. É lindo. Lindo de verdade.
Chegamos ao hotel, almoçamos, mas o check-in ainda demoraria. Em vez de esperar, decidimos ir direto para o parque com um guia. Caminhar pelas instalações mexeu comigo. A arte tem esse poder.
Ver obras da Kusama e do Oiticica me fez pensar sobre a vida e como ela passa silenciosamente diante da gente. Sobre como problemas que parecem gigantes, como a minha lesão, de repente encolhem. Existe muito mais na vida do que esporte, performance ou limites físicos. Só essa percepção já fez o dia valer a pena.
Mais tarde, já no hotel, me senti cansado e percebi uma dor estranha no joelho. Uma dor nova. Não perto da cirurgia, mais para o lado externo. Reconheci, mas decidi não dar muito espaço para isso.
Fui para a piscina e nadei quatrocentos metros, sem pull buoy. Depois, sauna. O jantar veio fácil, e o sono chegou rápido e profundo.
Um dia cheio. Para o corpo e para a mente.
Principais Aprendizados
- Mudar de ambiente ajuda a redefinir a perspectiva
- Arte e natureza colocam problemas pessoais em escala real
- Novas sensações nem sempre exigem interpretação imediata
- Movimento leve e água continuam sendo pontos de segurança
- Alívio mental é tão importante quanto recuperação física