Dormi bem desta vez. A cama não era tão confortável quanto a do hotel anterior, mas o sono foi muito melhor. Acho que o jantar mais leve e a ausência de sobremesa ajudaram bastante.
Comecei o dia na academia. Treinei peito primeiro e depois decidi encarar o treino de pernas de verdade. Máquinas, agachamentos, movimentos controlados. Doeu. Aquela preocupação conhecida voltou. A que faz você questionar tudo.
De volta ao quarto, café da manhã, gelo e descanso. Tentando acalmar o joelho e, principalmente, a cabeça.
Mais tarde, museus, táxis e mais caminhadas. O joelho foi lembrando o tempo todo que a recuperação não é simples. Fica ruim, melhora, some a dor… e depois ela volta. Mentalmente, isso cansa muito.
Mal posso esperar pelo dia em que vou caminhar normalmente de novo. Sem dor. Sem me sentir um velho calculando cada passo.
Tivemos um almoço em família com comida típica de Minas Gerais. Pesada, reconfortante, cheia de sabor. Depois, direto para o aeroporto e de volta para São Paulo.
Cheguei em casa completamente cansado. A dor tinha aumentado, então fiz mais uma sessão de gelo. Ajudou um pouco, mas a preocupação ficou.
Crianças para a cama, um filme e noite cedo.
Mais um lembrete de que a cura não é uma linha reta. Ela dobra, testa e ensina paciência, queira eu ou não.
Principais Aprendizados
- A qualidade do sono afeta diretamente a percepção da dor
- Treinar pernas ainda é um desafio emocional
- O volume de caminhada segue sendo um grande gatilho
- A recuperação traz cansaço mental além do físico
- Descanso e gelo continuam funcionando, mesmo quando a dúvida grita